
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Num trem pras estrelas...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Meu amor, meu bem me ame.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
dias de figurinha

É nessa hora que levanto da cadeira, o bar já nem tão cheio quanto na hora em que cheguei. Os copos já nem tão cheios quanto no início. Os olhares são esguios e uma menina maluca dança. Dança, pede samba, pé de samba. “A menina dança”. Toca assim e a menina ainda dança... Na verdade o dançar é como ocorre dentro daquele corpo moreno. Não faz sentido ficar parada... Ela não quer! A vitrola já não roda, mas o samba acontece. Pega a caixa de fósforo e o chocalho. O violão já debocha notas até não querer mais! No canto do cisco no canto do olho a menina dança! Alegria de lua cheia, noite iluminada. É tanto sorriso que dá gosto, meu Deus! Que alegria de vida é essa. Se fosse todo dia assim! Um dia a gente lembra daquela farra ali naquele barzinho daquela tia véinha que ninguém sabe, até hoje, qual é! É tanta gente diferente reunida numa só! A farra mais sideral e completa que existiu. Um poeta maluco recita uma poesia inventada, o dia amanhece... Enquanto isso o violão canta Vinicius de Moraes e todo mundo se deleita naquele som! Gritando poesia e inspirando canção a noite se fez. Se fez tanto a noite que chegou o dia! Cansaço não existiu e todo mundo já se abraçava por não querer ir embora! A alegria daquela noite deveria durar para sempre. Mas quem disse que memória não é pra sempre? Tanto que confirmo, do fundo das minhas certezas, todo ser que ali esteve presente, ainda hoje se recorda do dia em que a noite se fez manhã e abraçamos os sorrisos uns dos outros. Digo amém; alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração!