segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Conta um conto, quem faz um ponto.


Sinceramente, não sei o que me toma, que sensação é essa estranha, é essa que me consome quando olhando em seus olhos. Que desarme é esse, feitio de apaixonado. Mas não foi assim dessa vez. Quer queira, quer não queira, desvencilhei-me de tentativas, mas a órbita sideral dos encantos me levou, me sugou. Loucura sã, como paradoxalmente. Lembro-me bem de seu olhar seco, seco de carne, intenso em querer-me. Partiria nos cinco primeiros minutos em que tentasse, se contra minha vontade fosse, sentir meu cheiro, sentir meu beijo. Porém não o faria nunca para contrariar o motivo do acelerar o pulsar de meu coração, o correr ágil do sangue em minhas veias, naqueles cinco minutos, que se encarregaram de levar consigo uma hora e meia, noventa minutos. Chama ardente. Não há definição, pois não chamo de paixão, tampouco de amor. Me queimou, me levou, voei com ele por dentro de seus olhos e nossos corpos dançaram juntos, deixando que os instintos devorassem a sede que tínhamos de já haver se controlado uma vez. Duas vezes seria demais. Deixar que os fatos sejam fatos naturalmente, sem que sejam forjados a acontecer. E aconteceu. Fomos um ao outro como um relógio que anda pra trás, revivendo o tempo que passou, o tempo antigo que se foi. E lá estávamos, indo embora, um sorriso de borboleta sideral. A luz do sol, o sorriso voa em direção ao piscar de olhos do corpo que insano por ser quase saciado, vai, e insensível às originalidades de uma rua de pedra, deixa uma camisa de botão voar e cair no chão. Embriaguez, vertigem. Abaixa, pega a camisa, e segue... Até segunda.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

je repars à zéro


Pensando, pensando, pensando. Talvez de uma forma mais intensa do que se comparada ao outro lado da estória. Percebi então que ainda haviam restos alí do outro lado. Não consegui deixar de continuar (e dizem que a esperança é a última que morre)! Pois bem, assim seja. E foi. Dali ainda surgiam as cinzas, ou melhor dizer, a brasa que reacende do sopro do vento. E este por sua vez quando perto, consegue reacender e ascender tão alto... Quase me deixo levar em sua órbita maluca, esse swing de campo grande misturado com Edith Piaf... E quem sabe do amanhã? Prefiro não fazer suposições e mal dizer o amor. Je repars à zéro!

domingo, 11 de outubro de 2009

L'amour


Tem coisa mais clichê? Ah, L'amour! Mas sinceramente, por que não ser isento desse mal? O amor. Mais pour moi l'amour c'est comme la merde! Ah, faça-me o favor. E não vejo saída, sinceramente não vejo. Não encontro. Se é que existe, e olhe que deve, só não tive sorte de achá-la. Porque sempre há! Delirante desejo de viver somente pra si. E não consigo! Pois bem, L'amour... Deve realmente se divertir ao ver do que és capaz ein infeliz? Infeliz, feliz? Deveria, (queria) berrar aos quatro ventos, ''C'est fini la merde d'amour!" E nem sou capaz... Quem o é? E se houver quem seja, s'il vous plaît, me diga!