
Sabe-se que mais de uma vez acredita-se no que não se deve acreditar. De fato o ser humano é, por natureza, iludido. Na verdade o ser humano deveria se autodenominar 'Iludido'. Fato. Na verdade não descobri ainda se é uma falha apenas minha. Acreditar nos sonhos. Acreditar? Nos sonhos?... Puta merda! Que sonhos? Que crença? Desistiria com muito mais urgência se o sonho não residisse ge(r)minado a esse sentimento de ilusão e crença. E quando na verdade tudo começou com um "Eu preciso dizer que te amo, te ganhar ou perder sem engano". Sim, foi assim. E agora não passa de uma correnteza. Correnteza regada de sonhos. Rio que flui no manancial dos sonhos... E Bela, menina fria e rude, se banha e se toma dessa água desse rio. O rio dos sonhos que ela jogou e se jogou dentro. Mergulhou fundo, tão fundo que agora perde o chão e não tem, tampouco, forças de subir e respirar. Sufoca, mas às vezes se vê como uma sereia... Meio peixe meio gente. Sufocada encontra forma de respirar em meio a tanto sufoco... Vez ou outra pensa que vai morrer, que não vai aguentar... Mas na verdade tudo não passa de um momento. Momentos, instantes-já. Deveria vivê-los certamente... Não crê em si, nos outros. A única coisa que vê realmente, é o rio que corre... Corre e se joga. Joga-se no rio, ilusões... Chove lá fora...
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